Bitácora

Toda palavra é crônica de uma viagem.

A invenção de uma única palavra é trajetória, caminho para as bocas.
Das palavras viemos e nas palavras, nuas, nos encontramos?


A palavra formiga é silenciosa, como a extinção de um Sol.
A palavra Sol é úmida, como a sombra do silêncio.
Não fomos nomeados... como podemos nomear?


Entre a mano e a boca há bilhões de universos,
todos andarilhos, balbuciantes, feitos
com a delicada vibração
do não dito primordial.



-2017-


Graffiti em Lapa, Rio de Janeiro

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